Instruções de Uso — Fosfito de Potássio
Ação de Defesa: A Planta como Sua Própria Aliada
Fertilizante Foliar com Ação • Nutrição Sistêmica e Bioestimulação
(Fósforo na forma de fosfito • Potássio solúvel • Alta mobilidade em xilema e floema)
Para obter nutrição sistêmica eficiente, bioestimulação e defesa induzida consistente, respeite as condições ideais de aplicação, o preparo correto da calda e integre o produto a um programa de manejo com monitoramento contínuo.
As principais recomendações para o uso do Fosfito de Potássio são:
. Condições climáticas de aplicação
Priorizar início da manhã ou final da tarde/noite, reduzindo a exposição à radiação UV.
Operar com temperatura ≤ 30–32 °C e umidade relativa > 50%.
Evitar janelas de calor intenso, ar muito seco e sol a pino.
. Padrão de vento e deposição
Evitar ventos fortes; trabalhar com vento < 12–13 km/h para deposição uniforme e menor deriva.
Gotas: priorizar F/MF (fina–média-fina) para cobertura homogênea; em risco de deriva, alongar para M (média).
Garantir cobertura da face inferior das folhas e de reentrâncias/bainhas.
. Preparo da calda (ordem de mistura)
Adicionar água limpa (70–80%) ao tanque e ligar a agitação.
Ajustar pH 5,5–6,5 (favorece estabilidade e absorção do fosfito).
Adicionar Fosfito de Potássio na dose planejada.
Incluir nutrientes/defensivos compatíveis (seguir rótulos).
Completar com água e manter agitação contínua até o fim.
Usar peneiras 50–80 mesh e filtros limpos.
Teste de jarra obrigatório em novas misturas.
. Aplicação preventiva (recomendada)
Entrar antes de períodos de maior risco fitossanitário ou no primeiro sinal de estresse biótico.
Utilizar a faixa base de dose e repetir no intervalo recomendado para manter o “priming” de defesa ativo e a nutrição potássica regular.
. Aplicação em foco (contenção)
Em pressão elevada ou histórico severo, elevar a dose dentro da faixa do rótulo e encurtar o intervalo de reaplicação.
Realizar a 1ª aplicação imediatamente após a detecção e manter a sequência até estabilizar a área.
. Volume de calda (referência)
Extensivas (grãos/pastagens/cana): 80–200 L/ha.
Hortaliças/Frutíferas/Copa densa: 150–300 L/ha.
Aplicação aérea: 30–50 L/ha.
Drone/VANT (baixo volume): manter a dose em L/ha e ajustar a concentração (mL/L) ao volume portado.
. Frequência e posicionamento por fase
Vegetativo ativo: favorece translocação rápida (xilema/floema) e ajuste osmótico (K).
Pré/Pós-florada e pegamento: sustenta sanidade e integridade de tecidos reprodutivos.
Enchimento e crescimento de frutos/grãos: manter funcionalidade do dossel e qualidade.
Intervalos típicos: 14–30 dias, ajustando à pressão, clima e histórico.
. Compatibilidade e manejo integrado
Integra-se a programas de Manejo Integrado, combinando com nutrição foliar e químicos seletivos quando necessário.
Evitar misturas com oxidantes fortes (hipoclorito/peróxidos), misturas muito alcalinas e sais que possam precipitar.
Não misturar concentrados puros entre si; sempre diluir em água.
Se associar a fosfitos/cúpricos em um mesmo programa, espaçar aplicações para minimizar risco de fitotoxicidade e otimizar absorção.
. Boas práticas operacionais
Uniformidade: manter velocidade/pressão constantes e conferir deposição em folhas sombreadas.
Agitar o produto antes de usar e manter agitação da calda até o fim.
Registro de campo: anotar dose, volume, pH, clima e lote para rastreabilidade.
. Segurança, armazenamento e manuseio
Usar EPI no preparo e aplicação; reentrada após secagem completa.
Armazenar em local seco/ventilado, ao abrigo do sol, 5–35 °C. Não congelar.
Contato com pele/olhos: lavar com água corrente; ingestão acidental: não provocar vômito, procurar atendimento com rótulo/bula.
Nota final: o desempenho do Fosfito de Potássio depende do posicionamento correto, da cobertura homogênea e de condições ambientais favoráveis. Para dose/intervalo/volume específicos por cultura e objetivo, siga rótulo/bula e consulte seu Engenheiro Agrônomo.