Lastro fungicida microbiológico

           LASTRO Biofungicida Bacillus subtilis

     B. velezensis + B. pumilus (Tecnologia D.O.P.)

(Formulação líquida de baixa dosagem • Endósporos de alta estabilidade • Ação multissítio • Sem período de carência • Compatível com MID)

LASTRO é um biofungicida foliar de alta performance para Manejo Integrado de Doenças (MID). Combina três cepas de Bacillussubtilis, velezensis e pumilus — em uma formulação com Tecnologia D.O.P. (Delivering Outstanding Performance), que eleva adesão, espalhamento e cobertura, potencializando a produção de metabólitos bioativos e a persistência em campo. Os microrganismos estão na forma de endósporos, garantindo estabilidade frente a calor, radiação e variações de umidade.

Como atua:

  • Colonização e exclusão competitiva: formação de biofilme sobre epiderme e microfissuras, ocupando espaço e nutrientes que seriam do patógeno.

  • Antibiose multissítio: síntese de lipopeptídeos (iturinas, surfactinas, fengicinas) e outros metabólitos antifúngicos, promovendo efeito fungistático/fungicida com baixo risco de resistência.

  • Indução de resistência (ISR): ativa vias de defesa e barreiras físicas/químicas da planta, reforçando a sanidade do dossel.

  • Tecnologia D.O.P.: melhora adesividade, espalhamento e penetração da calda, otimizando a cobertura e a eficácia sob diferentes condições.

Alvos e doenças 

  • Antracnoses: Colletotrichum gloeosporioides, C. lindemuthianum, C. truncatum.

  • Brusone: Magnaporthe oryzae (sin. M. grisea).

  • Cercosporioses / crestamentos: Cercospora zeae-maydis, C. kikuchii.

  • Ferrugens: Puccinia hordei, P. triticina, P. polysora; ferrugem-do-cafeeiro: Hemileia vastatrix.

  • Giberela: Gibberella zeae (anamorfo Fusarium graminearum).

  • Manchas foliares: alvo (Corynespora cassiicola), amarela (Drechslera tritici-repentis), de Phaeosphaeria (P. maydis), Exserohilum turcicum, parda (Septoria glycines), preta (Cercosporidium personatum), reticular (Drechslera teres).

  • Mofo branco: Sclerotinia sclerotiorumMofo cinzento: Botrytis cinerea.

  • Murcha de Sclerotium: Sclerotium rolfsii.

  • Oídios: Blumeria graminis, Sphaerotheca fuliginea, S. pannosa.

  • Podridões: branca de espigas (Stenocarpella maydis), carpelar (Alternaria alternata), floral dos citros (Colletotrichum acutatum), vermelha (Colletotrichum falcatum).

  • Ramulária: Ramularia areola.

  • Sigatoka-negra: Mycosphaerella fijiensis.

Observação: “Estria vermelha” (arroz/milho) é associada a bactéria (Acidovorax avenae subsp. avenae). LASTRO é biofungicida; para sintomas bacterianos, alinhar o manejo com orientação técnica.

  • Tríplice Bacillusamplo espectro, sinergia entre mecanismos e residual consistente.

  • Endósporos estáveis → maior viabilidade e regularidade de resultados em condições adversas.

  • Baixa dosagem, alta eficiênciafacilidade operacional e melhor logística por hectare.

  • Efeito duplo: choque em início de foco + manutenção do nível de proteção.

  • Bioestímulo agregado: promoção de vigor e crescimento enquanto controla doenças.

  • Sem carênciaflexibilidade pré-colheita e colheitas com menor risco de resíduo.

  • Integração ao MID: compatível com práticas culturais e químicos seletivos (teste de jarra em novas misturas).

 

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Benefícios — LASTRO

Biofungicida foliar com Bacillus subtilis + B. velezensis + B. pumilus (Tecnologia D.O.P.)

1) Controle robusto de doenças (choque + residual)

  • Ação múltipla e direta (antibiose): os três Bacillus produzem lipopeptídeos e outros metabólitos que inibem e/ou destroem fungos patogênicos.

  • Amplo espectro: combinação subtilis + velezensis + pumilus cobre diversas doenças em grãos, hortaliças, frutíferas, cana, pastagens e florestais.

  • Competição e exclusão: rápida colonização da superfície foliar e microfissuras, ocupando espaço e nutrientes que o patógeno necessita.

  • Biofilme protetor: formação de biofilme aumenta persistência e barreira física contra reinfecção.

  • Manejo antirresistência: múltiplos modos de açãobaixa probabilidade de evolução de resistência.

2) Promoção de saúde e vigor da planta

  • Indução de resistência (ISR): ativa vias de defesa da planta, preparando-a para futuros desafios.

  • Bioestímulo de crescimento: favorece sistema radicular mais denso e ativo → melhor absorção de água e nutrientes.

  • Plantas mais fortes e produtivas: lavoura mais resiliente a estresses bióticos/abióticos, com maior potencial produtivo e qualidade.

3) Performance operacional superior

  • Tecnologia D.O.P.: melhor adesão e espalhamento na folha e maior produção de metabólitos antifúngicos.

  • Endósporos estáveis: alta resistência a calor, radiação e variações de umidade → viabilidade mantida em campo.

  • Baixa dosagem e facilidade de uso: formulação líquida que simplifica preparo e aplicação.

  • Sem período de carência: flexibilidade para colheitas e programas intensivos.

4) Sustentabilidade e segurança

  • Produto biológico: contribui para redução de resíduos e menor impacto ambiental.

  • Compatível com MID: integra-se a práticas culturais e, quando necessário, a químicos seletivos (fazer teste de jarra).

  • Segurança no manejo: menor risco ao aplicador, consumidor e fauna benéfica quando usado conforme rótulo.

5) Consistência e confiabilidade em campo

  • Resultados consistentes em diferentes culturas e condições.

  • Padronização de aplicação com boa cobertura e uniformidade entre talhões.

Recomendações de Uso — LASTRO

Biofungicida com Bacillus subtilis + B. velezensis + B. pumilus (Tecnologia D.O.P.)

Princípio de posicionamento
Use o LASTRO–BOMBARDEIRO com base em monitoramento e janelas ambientais favoráveis (UR > 50%, vento < 12–13 km/h, ≤ 30–32 °C), integrando-o ao Manejo Integrado de Doenças (MID). A melhor performance ocorre em programa preventivo ou no início dos sintomas, garantindo rápida colonização, antibiose multissítio e efeito choque + residual.

Estratégia de aplicação

Aplicação preventiva (recomendada)

  • Entrar antes da infecção ou ao primeiro sinal em áreas com histórico do alvo biológico.

  • Seguir a dose da faixa inferior para cada doença (ver guia abaixo) e repetir conforme intervalo indicado, mantendo cobertura contínua.

Aplicação em foco (curativa de contenção)

  • Em pressão alta ou início de surto, elevar a dose em ~30–35% dentro da faixa permitida para o alvo.

  • Realizar as aplicações sem atraso no intervalo recomendado para reduzir a inóculo inicial e estabilizar a área.

Condições ideais de aplicação

  • Horário: final da tarde/noite ou manhãs frescas/nubladas.

  • Volume de calda:

    • Aplicação terrestre: seguir referência do alvo (100–600 L/ha, conforme abaixo).

    • Aplicação aérea: 30–50 L/ha.

  • Preparo da calda (ordem): água limpa (70–80%) → ligar agitação → LASTRO–BOMBARDEIRO (dose planejada) → demais compatíveis → completar volume (agitação contínua).

  • pH: preferencial 5,5–6,5. Teste de jarra obrigatório em novas misturas.

Compatibilidade e MID

  • Integra-se a práticas culturais e pode alternar com fungicidas seletivos quando necessário (respeitar intervalo e rótulos).

  • Evitar misturas com oxidantes fortes e princípios altamente incompatíveis com biológicos.

  • Mantém sem período de carência, favorecendo janelas de colheita.


Guia rápido por alvo biológico (dose • volume • número/intervalo)

Regra de leitura:Dose (L/ha) • Terrestre (L/ha) / Aérea (L/ha) • Aplicações x intervalo”.

  • Mancha-parda – Septoria glycines: 0,2–0,4150 / 30–50 a cada 10 dias.

  • Crestamento de cercospora – Cercospora kikuchii: 0,2–0,8150 / 30–503×/10 dias.

  • Mancha-alvo – Corynespora cassiicola: 0,2–0,8150 / 30–503×/10 dias.

  • Cercosporiose – Cercospora zeae-maydis: 0,4–3,0150 / 30–504×/7 dias.

  • Mancha-preta – Cercosporidium personatum: 0,4–3,0150 / 30–508×/7 dias.

  • Podridão floral dos citros – Colletotrichum acutatum: 1,0–4,0150 / 30–508×/7 dias.

  • Mancha-foliar – Exserohilum turcicum: 0,4–0,8150 / 30–504×/7 dias.

  • Mofo-branco – Sclerotinia sclerotiorum: 0,4–0,8150 / 30–508×/14 dias.

  • Podridão-vermelha – Colletotrichum falcatum: 0,4–3,0150 / 30–502×/10 dias.

  • Ramularia – Ramularia areola: 0,2–1,5150 / 30–508×/10 dias.

  • Podridão branca das espigas – Stenocarpella maydis: 0,4–0,8150 / 30–504×/7 dias.

  • Ferrugem-do-cafeeiro – Hemileia vastatrix: 0,4–3,0400 / 30–504×/10 dias.

  • Oídio – Sphaerotheca fuliginea: dose conforme rótulo / 30–504×/7 dias.

  • Antracnose – Colletotrichum lindemuthianum: 0,1–0,8100 / 30–503×/7 dias.

  • Antracnose – Colletotrichum truncatum: 0,1–0,8100 / 30–503×/10 dias.

  • Ferrugem-do-trigo – Puccinia triticina: 0,3–0,9200 / 30–504×/7 dias.

  • Mancha-amarela – Drechslera tritici-repentis: 0,3–0,9200 / 30–504×/14 dias.

  • Mancha-reticular – Drechslera teres: 0,3–0,9200 / 30–504×/14 dias.

  • Oídio – Blumeria graminis: 0,3–0,9200 / 30–503×/15 dias.

  • Ferrugem polysora – Puccinia polysora: 0,3–0,9200 / 30–503×/14 dias.

  • Giberela – Gibberella zeae: 0,3–0,9150 / 30–503×/10 dias.

  • Ferrugem-da-folha – Puccinia hordei: 0,3–0,9150 / 30–503×/14 dias.

  • Mancha de phaeosphaeria – Phaeosphaeria maydis: 0,1–0,9150 / 30–503×/14 dias.

  • Brusone – Magnaporthe grisea: 0,8–3,0200 / 30–504×/7 dias.

  • Oídio – Sphaerotheca pannosa: 0,8–1,5600 / 30–504×/7 dias.

  • Mofo cinzento – Botrytis cinerea: 1,0–2,51000 / 30–504×/7 dias.

  • Murcha de SclerotiumSclerotium rolfsii: 0,6–2,0150 / 30–504×/14 dias.

  • Sigatoka-negra – Mycosphaerella fijiensis: 1,0–2,5 / 30–504×/21 dias.

  • Antracnose – Colletotrichum gloeosporioides: 1,0–2,5500 / 30–504×/10 dias.

  • Podridão carpelar – Alternaria alternata: 0,05–0,2 / 100 L de água1000 / 30–504×/7 dias.

  • Estria-vermelha – Acidovorax avenae subsp. avenae: dose conforme rótulo200 / 30–504×/30 dias.


Boas práticas e segurança

  • Manter agitação contínua e peneiras 50–80 mesh.

  • Nunca misturar concentrados puros entre si; diluir em água.

  • EPI obrigatório no preparo e aplicação.

  • Registrar data, alvo, dose, volume, clima e lote para rastreabilidade.

Instruções de Uso — LASTRO

Biofungicida com Bacillus subtilis + B. velezensis + B. pumilus (Tecnologia D.O.P.)

Para garantir controle eficiente de doenças e estabilidade dos microrganismos, além da escolha do produto é essencial respeitar as condições ideais de aplicação, o preparo correto da calda e a rotina de monitoramento dentro do Manejo Integrado de Doenças (MID).

As principais recomendações para o uso do LASTRO–BOMBARDEIRO são:

. Condições climáticas de aplicação

  • Priorizar final da tarde/noite ou manhãs nubladas e frescas, reduzindo a exposição à radiação UV.

  • Aplicar com temperatura ≤ 30–32 °C e umidade relativa > 50%.

  • Evitar janelas de calor intenso, ar muito seco e sol forte direto.

. Umidade foliar e condição do dossel

  • Leve umectação do dossel (orvalho/névoa) favorece adesão/colonização dos Bacillus.

  • Em períodos muito secos, intensificar cobertura e volume/ha conforme o alvo para reduzir perdas por evaporação/escorrimento.

. Condições de vento e deposição

  • Evitar ventos fortes; trabalhar com vento < 12–13 km/h para deposição uniforme e menor deriva.

  • Padrão de gotas: F/MF (fina–média-fina) para cobertura; em risco de deriva, alongar para M (média).

. Preparo da calda (ordem de mistura)

  1. Água limpa (70–80%) e agitação ligada.

  2. Ajustar pH para 5,5–6,5, se necessário.

  3. Adicionar LASTRO–BOMBARDEIRO na dose planejada.

  4. Incluir demais compatíveis (nutrição/fungicidas seletivos), seguindo rótulos.

  5. Completar com água e manter agitação contínua até o fim.

  • Peneiras 50–80 mesh e filtros limpos.

  • Teste de jarra obrigatório em novas misturas.

. Aplicação preventiva

  • Entrar antes da infecção ou no primeiro sinal nas áreas com histórico.

  • Usar faixa inferior de dose do alvo, repetindo no intervalo recomendado para manter biofilme e antibiose ativos.

. Aplicação em foco (contenção)

  • Diante de pressão alta ou início de surto, elevar a dose em ~30–35% dentro da faixa do rótulo e reduzir o intervalo entre aplicações.

  • Realizar a 1ª aplicação imediatamente após a detecção, mantendo a sequência até estabilizar a área.

. Volume de calda (referência)

  • Terrestre: conforme alvo biológico (ex.: 100–600 L/ha; usar o maior volume em copa/dossel densos).

  • Aérea: 30–50 L/ha.

  • Drone/VANT: manter a dose em L/ha, ajustando a concentração (mL/L) ao volume portado.

. Compatibilidade e MID

  • Integra-se ao Manejo Integrado de Doenças com práticas culturais, rotação/alternância e monitoramento.

  • Evitar misturas com oxidantes fortes (hipoclorito, peróxidos), biocidas/bactericidas e caldas cúpricas recém-preparadas em pH alto; se necessário usar cúpricos, espaçar 3–5 dias.

  • Não misturar concentrados puros entre si; sempre diluir em água.

  • Em programas com fungicidas químicos, preferir seletivos e respeitar intervalos para preservar a microbiota.

. Frequência e intervalos

  • Preventivo: conforme alvo, tipicamente 7–14 dias.

  • Alta pressão: 7–10 dias até redução dos sintomas; depois ampliar o intervalo.

  • Seguir rótulo/bula para número total de aplicações por cultura/alvo.

. Segurança, armazenamento e manuseio

  • Usar EPI no preparo e aplicação. Reentrada após secagem completa da área.

  • Armazenar em local seco/ventilado, ao abrigo do sol, entre 5–35 °C. Não congelar.

  • Agitar o produto antes de usar. Validade e lote conforme rótulo.

Nota final: O desempenho do LASTRO–BOMBARDEIRO depende do posicionamento correto, cobertura homogênea e condições ambientais favoráveis. Em caso de dúvida para dose/intervalo/volume por cultura e alvo, siga rótulo/bula e consulte seu Engenheiro Agrônomo.

Garantias

Informações Regulatórias e Composição — LASTRO

Registro
ÓrgãoValor
Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)Nº 27321

Composição

ComponenteIsoladoConcentração microbiológica (mínimo)QuantidadeFração (m/v)
Bacillus subtilisCCTB041,5 × 10¹¹ endósporos viáveis/L de pc33,3 g/L3,3%
Bacillus velezensisCCTB091,2 × 10¹¹ endósporos viáveis/L de pc33,3 g/L3,3%
Bacillus pumilusCCTB051,9 × 10¹¹ endósporos viáveis/L de pc33,3 g/L3,3%
Outros ingredientes990 g/L99%