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BOVEON no Morango: Manejo do Ácaro-Rajado Conforme a Bula

No morango, o ácaro-rajado — Tetranychus urticae — é um dos alvos registrados do BOVEON. A bula traz uma recomendação diferente da usada para mosca-branca, inclusive na forma de expressar a dose.

Qual é a dose oficial?

Para ácaro-rajado, a bula informa 125 g de BOVEON por 100 litros de calda.

Isso é importante porque a dose está expressa por volume de calda, e não simplesmente por hectare. O volume utilizado deve ser compatível com a cultura e o tamanho das plantas, de modo a obter boa cobertura.

Em que nível de infestação aplicar?

A bula orienta que a aplicação seja realizada em baixas infestações da praga.

Esse detalhe reforça a importância do monitoramento frequente. Esperar uma população muito elevada pode reduzir a capacidade de posicionar o controle biológico de forma preventiva e integrada.

Onde o jato deve ser direcionado?

A recomendação é dirigir o jato para a face inferior das folhas. Essa orientação está relacionada ao local em que os ácaros frequentemente se concentram e à necessidade de contato entre o produto e o alvo.

Qual umidade é recomendada?

A bula exige umidade relativa acima de 70% para essa aplicação.

Qual é o intervalo entre pulverizações?

Para ácaro-rajado, a bula permite até seis pulverizações, com intervalos de 3 a 4 dias.

Por que o intervalo é diferente do da mosca-branca?

Cada alvo possui recomendação específica na bula. Portanto, não se deve transformar uma frequência de aplicação em regra geral para todos os insetos e ácaros registrados.

O que está confirmado sobre o BOVEON?

O BOVEON é um inseticida e acaricida microbiológico de contato à base de Beauveria bassiana IBCB 66, mínimo de 8 × 10⁹ UFC/g, 180 g/kg — 18% m/m — em formulação WP.

Para consultar as informações técnicas e o posicionamento comercial do produto, veja também a página oficial do BOVEON no site da Nutrifértil Agrícola.

Perguntas frequentes

Qual dose de BOVEON para ácaro-rajado?

125 g por 100 L de calda, conforme a bula vigente.

Onde direcionar a pulverização?

Para a face inferior das folhas.

Quantas aplicações podem ser feitas?

Até seis pulverizações, com intervalo de 3 a 4 dias.

Como interpretar esta recomendação no campo

Em um produto microbiológico, a recomendação precisa ser lida em conjunto com o alvo, o momento de entrada e a tecnologia de aplicação. O BOVEON não deve ser tratado como uma solução genérica para qualquer situação: identificação da praga, cobertura, volume de calda, intervalo e condições ambientais precisam acompanhar a orientação específica de bula.

Esse cuidado evita um erro comum: transferir automaticamente para outro alvo uma dose, um intervalo ou uma estratégia que foi definida para uma situação diferente. Mesmo quando o agente microbiológico é o mesmo, o protocolo de uso pode mudar de acordo com a praga e o sistema de aplicação.

O que está confirmado sobre o BOVEON

O BOVEON é um inseticida microbiológico à base de Beauveria bassiana IBCB 66, registrado no MAPA sob nº 16323. A identidade do isolado e a recomendação de bula fazem parte da definição do produto comercial e não devem ser substituídas por dados de outro formulado de Beauveria bassiana.

Fatores que podem mudar o desempenho

  • Alvo correto: espécies diferentes podem ter recomendações diferentes.
  • Localização da praga: a calda precisa atingir a região em que o inseto está presente.
  • Cobertura: agentes de contato dependem de boa deposição.
  • Ambiente: temperatura, umidade, vento e radiação influenciam a aplicação e a persistência do agente biológico.
  • Preparo e equipamento: agitação, volume e regulagem interferem na distribuição da calda.

O que a ciência explica — e o que a bula define

A literatura sobre fungos entomopatogênicos ajuda a compreender etapas como adesão, germinação, penetração pela cutícula e colonização do hospedeiro. Essa evidência geral explica a lógica biológica, mas não autoriza deduzir dose, cultura, intervalo ou número de aplicações do BOVEON.

Para essas decisões, prevalecem o registro e a bula do produto exato. Da mesma forma, resultados obtidos com outra cepa ou outro formulado de Beauveria bassiana não devem ser apresentados como comprovação automática do BOVEON.

Como integrar o BOVEON ao manejo

O uso mais consistente começa pelo monitoramento, identificação correta da praga e escolha de um momento em que o alvo esteja em condição favorável de exposição. Depois, a aplicação precisa ser ajustada para entregar cobertura compatível com o local ocupado pela praga.

Dentro do Manejo Integrado de Pragas, o BOVEON pode ser combinado com outras estratégias, desde que a sequência e a compatibilidade respeitem a documentação técnica dos produtos envolvidos.

Conclusão

No morango, o BOVEON deve ser aplicado contra ácaro-rajado em baixa infestação, na dose de 125 g/100 L de calda, com o jato direcionado à face inferior das folhas, umidade relativa acima de 70% e intervalos de 3 a 4 dias, respeitando o limite de até seis pulverizações.

Para posicionar o BOVEON no manejo do ácaro-rajado do morango, fale com um engenheiro agrônomo da Nutrifértil Agrícola.

Fontes técnicas consultadas

  • ADAPAR. Bula oficial BoveOn — MAPA nº 16323.
  • Nutrifértil Agrícola. Página técnica BOVEON.

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