Lastro fungicida microbiológico

LASTRO

Biofungicida microbiológico com Bacillus subtilis, Bacillus velezensis e Bacillus pumilus para manejo biológico de doenças foliares em diferentes culturas

O LASTRO é um fungicida microbiológico desenvolvido com a associação de três bactérias benéficas do gênero Bacillus, proporcionando uma tecnologia biológica destinada ao manejo de importantes doenças agrícolas.

Sua composição contém Bacillus subtilis isolado CCTB04 — mínimo de 1,5 × 10¹¹ endósporos viáveis/L, Bacillus velezensis isolado CCTB09 — mínimo de 1,2 × 10¹¹ endósporos viáveis/L e Bacillus pumilus isolado CCTB05 — mínimo de 1,9 × 10¹¹ endósporos viáveis/L, cada um na concentração de 33,3 g/L — 3,3% m/v. O produto apresenta formulação SC — Suspensão Concentrada e possui registro MAPA nº 27321.

Os microrganismos encontram-se na forma de endósporos, estrutura que proporciona elevada estabilidade à formulação. O LASTRO pode ser utilizado em todas as culturas nas quais ocorram os alvos biológicos registrados, permitindo sua integração aos programas de Manejo Integrado de Doenças — MID.

Para que serve o LASTRO?

O LASTRO é indicado para o manejo biológico de diferentes doenças, incluindo:

  • mancha-parda — Septoria glycines;

  • crestamento-foliar-de-cercospora — Cercospora kikuchii;

  • mancha-alvo — Corynespora cassiicola;

  • cercosporiose — Cercospora zeae-maydis;

  • mancha-preta — Cercosporidium personatum;

  • podridão-floral-dos-citros — Colletotrichum acutatum;

  • mancha-foliar — Exserohilum turcicum;

  • mofo-branco — Sclerotinia sclerotiorum;

  • podridão-vermelha — Colletotrichum falcatum;

  • ramularia — Ramularia areola;

  • podridão-branca-das-espigas — Stenocarpella maydis;

  • ferrugem-do-cafeeiro — Hemileia vastatrix;

  • oídio — Sphaerotheca fuliginea;

  • antracnose — Colletotrichum lindemuthianum;

  • antracnose — Colletotrichum truncatum;

  • ferrugem-do-trigo — Puccinia triticina;

  • mancha-amarela — Drechslera tritici-repentis;

  • mancha-reticular — Drechslera teres;

  • oídio — Blumeria graminis;

  • ferrugem-polysora — Puccinia polysora;

  • giberela — Gibberella zeae;

  • ferrugem-da-folha — Puccinia hordei;

  • mancha-de-phaeosphaeria — Phaeosphaeria maydis;

  • brusone — Magnaporthe grisea;

  • oídio — Sphaerotheca pannosa;

  • mofo-cinzento — Botrytis cinerea;

  • murcha-de-sclerotium — Sclerotium rolfsii;

  • sigatoka-negra — Mycosphaerella fijiensis;

  • antracnose — Colletotrichum gloeosporioides;

  • podridão-carpelar — Alternaria alternata;

  • estria-vermelha — Acidovorax avenae subsp. avenae.

O registro permite sua utilização em todas as culturas onde ocorra um desses alvos biológicos, respeitando a dose, o intervalo e o posicionamento correspondente a cada doença.

O produto pode integrar programas técnicos destinados a:

  • realizar o manejo microbiológico de doenças foliares;

  • atuar preventivamente ou no início dos primeiros sintomas, conforme o alvo;

  • complementar programas de Manejo Integrado de Doenças — MID;

  • ampliar a diversidade de ferramentas utilizadas no manejo fitossanitário;

  • contribuir para programas de manejo de resistência;

  • complementar estratégias culturais, biológicas e demais ferramentas tecnicamente recomendadas;

  • utilizar diferentes espécies de Bacillus em uma única formulação;

  • proporcionar uma ferramenta biológica para diferentes culturas e sistemas profissionais de produção.

Como o LASTRO atua?

O LASTRO reúne três espécies de Bacillus capazes de se estabelecer sobre a superfície vegetal e produzir metabólitos biologicamente ativos associados ao efeito antifúngico. A formulação foi desenvolvida para favorecer adesão, espalhamento e desempenho desses microrganismos sobre o alvo.

Após a aplicação, os Bacillus podem colonizar regiões da superfície vegetal, ocupando espaço e recursos disponíveis e dificultando o estabelecimento de determinados microrganismos fitopatogênicos.

Os microrganismos presentes na formulação também produzem metabólitos com atividade antifúngica, permitindo atuação direta sobre diferentes patógenos registrados.

A presença simultânea de Bacillus subtilis, Bacillus velezensis e Bacillus pumilus amplia a diversidade microbiológica e os mecanismos presentes na tecnologia.

Os Bacillus também podem interagir com os mecanismos naturais de resposta da planta, complementando o manejo fisiológico e fitossanitário.

A tecnologia D.O.P. — Delivering Outstanding Performance utilizada na formulação é posicionada pelo fabricante para favorecer adesão, espalhamento e produção de metabólitos com ação fungicida, contribuindo para melhor distribuição e permanência do produto sobre a superfície tratada.

Benefícios agronômicos

O uso do LASTRO dentro de um programa técnico de manejo pode contribuir para:

  • associação de três espécies de Bacillus em uma única formulação;

  • fornecimento de Bacillus subtilis CCTB04;

  • fornecimento de Bacillus velezensis CCTB09;

  • fornecimento de Bacillus pumilus CCTB05;

  • elevada concentração de endósporos viáveis;

  • maior estabilidade microbiológica da formulação;

  • colonização da superfície vegetal;

  • competição por espaço e recursos com microrganismos fitopatogênicos;

  • produção de metabólitos associados à atividade antifúngica;

  • ação por diferentes mecanismos microbiológicos;

  • manejo de importantes doenças foliares;

  • utilização preventiva ou no início dos primeiros sintomas, conforme o alvo;

  • integração ao Manejo Integrado de Doenças — MID;

  • complementação de programas de manejo de resistência;

  • utilização em todas as culturas com ocorrência dos alvos registrados;

  • possibilidade de aplicação terrestre ou aérea;

  • formulação líquida SC — Suspensão Concentrada;

  • tecnologia D.O.P. voltada à melhoria de adesão, espalhamento e desempenho da aplicação.

TABELA DE DOSES E MODOS SUGERIDOS DE APLICAÇÃO

Alvo biológicoDose recomendadaDose proporcional para 20 L — volume terrestre da bulaVolume terrestreNúmero / intervalo de aplicações
Mancha-parda — Septoria glycines0,2–0,4 L/ha27–53 mL/20 L150 L/ha3 aplicações; intervalo de 10 dias
Crestamento-foliar-de-cercospora — Cercospora kikuchii0,2–0,8 L/ha27–107 mL/20 L150 L/ha3 aplicações; intervalo de 10 dias
Mancha-alvo — Corynespora cassiicola0,2–0,8 L/ha27–107 mL/20 L150 L/ha3 aplicações; intervalo de 10 dias
Cercosporiose — Cercospora zeae-maydis0,4–3,0 L/ha53–400 mL/20 L150 L/ha4 aplicações; intervalo de 7 dias
Mancha-preta — Cercosporidium personatum0,4–3,0 L/ha53–400 mL/20 L150 L/ha8 aplicações; intervalo de 7 dias
Podridão-floral-dos-citros — Colletotrichum acutatum1,0–4,0 L/ha133–533 mL/20 L150 L/ha8 aplicações; intervalo de 7 dias
Mancha-foliar — Exserohilum turcicum0,4–0,8 L/ha53–107 mL/20 L150 L/ha4 aplicações; intervalo de 7 dias
Mofo-branco — Sclerotinia sclerotiorum0,4–0,8 L/ha53–107 mL/20 L150 L/ha8 aplicações; intervalo de 14 dias
Podridão-vermelha — Colletotrichum falcatum0,4–3,0 L/ha53–400 mL/20 L150 L/ha2 aplicações; intervalo de 10 dias
Ramularia — Ramularia areola0,2–1,5 L/ha27–200 mL/20 L150 L/ha8 aplicações; intervalo de 10 dias
Podridão-branca-das-espigas — Stenocarpella maydis0,4–0,8 L/ha53–107 mL/20 L150 L/ha4 aplicações; intervalo de 7 dias
Ferrugem-do-cafeeiro — Hemileia vastatrix0,4–3,0 L/ha20–150 mL/20 L400 L/ha4 aplicações; intervalo de 10 dias
Oídio — Sphaerotheca fuliginea0,4–3,0 L/ha20–150 mL/20 L400 L/ha4 aplicações; intervalo de 7 dias
Antracnose — Colletotrichum lindemuthianum0,1–0,8 L/ha20–160 mL/20 L100 L/ha3 aplicações; intervalo de 7 dias
Antracnose — Colletotrichum truncatum0,1–0,8 L/ha20–160 mL/20 L100 L/ha3 aplicações; intervalo de 10 dias
Ferrugem-do-trigo — Puccinia triticina0,3–0,9 L/ha30–90 mL/20 L200 L/ha4 aplicações; intervalo de 7 dias
Mancha-amarela — Drechslera tritici-repentis0,3–0,9 L/ha30–90 mL/20 L200 L/ha4 aplicações; intervalo de 14 dias
Mancha-reticular — Drechslera teres0,3–0,9 L/ha30–90 mL/20 L200 L/ha4 aplicações; intervalo de 14 dias
Oídio — Blumeria graminis0,3–0,9 L/ha30–90 mL/20 L200 L/ha3 aplicações; intervalo de 15 dias
Ferrugem-polysora — Puccinia polysora0,3–0,9 L/ha30–90 mL/20 L200 L/ha3 aplicações; intervalo de 14 dias
Giberela — Gibberella zeae0,3–0,9 L/ha40–120 mL/20 L150 L/ha3 aplicações; intervalo de 10 dias
Ferrugem-da-folha — Puccinia hordei0,3–0,9 L/ha40–120 mL/20 L150 L/ha3 aplicações; intervalo de 14 dias
Mancha-de-phaeosphaeria — Phaeosphaeria maydis0,1–0,9 L/ha13–120 mL/20 L150 L/ha3 aplicações; intervalo de 14 dias
Brusone — Magnaporthe grisea0,8–3,0 L/ha80–300 mL/20 L200 L/ha4 aplicações; intervalo de 7 dias
Oídio — Sphaerotheca pannosa0,8–1,5 L/ha27–50 mL/20 L600 L/ha4 aplicações; intervalo de 7 dias
Mofo-cinzento — Botrytis cinerea1,0–2,5 L/ha20–50 mL/20 L1.000 L/ha4 aplicações; intervalo de 7 dias
Murcha-de-sclerotium — Sclerotium rolfsii0,6–2,0 L/ha80–267 mL/20 L150 L/ha4 aplicações; intervalo de 14 dias
Sigatoka-negra — Mycosphaerella fijiensis1,0–2,5 L/ha40–100 mL/20 L500 L/ha4 aplicações; intervalo de 21 dias
Antracnose — Colletotrichum gloeosporioides1,0–2,5 L/ha10–25 mL/20 L2.000 L/ha4 aplicações; intervalo de 10 dias
Podridão-carpelar — Alternaria alternata0,05–0,2 L/100 L de água10–40 mL/20 L1.000 L/ha4 aplicações; intervalo de 7 dias
Estria-vermelha — Acidovorax avenae subsp. avenae0,20–0,60 L/ha20–60 mL/20 L200 L/ha4 aplicações; intervalo de 30 dias
Para definir a melhor dose, momento ou forma de aplicação para sua cultura!!

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Garantias

Informações Regulatórias e Composição — LASTRO

Registro
ÓrgãoValor
Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)Nº 27321

Composição

ComponenteIsoladoConcentração microbiológica (mínimo)QuantidadeFração (m/v)
Bacillus subtilisCCTB041,5 × 10¹¹ endósporos viáveis/L de pc33,3 g/L3,3%
Bacillus velezensisCCTB091,2 × 10¹¹ endósporos viáveis/L de pc33,3 g/L3,3%
Bacillus pumilusCCTB051,9 × 10¹¹ endósporos viáveis/L de pc33,3 g/L3,3%
Outros ingredientes990 g/L99%