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Deficiência de Magnésio: Sintomas, Diagnóstico e Correção sem Confundir Causas

A deficiência de magnésio costuma chamar atenção pela clorose internerval, mas folha amarela não é diagnóstico. O Mg é móvel na planta e, em muitas espécies, a deficiência começa em folhas mais velhas porque o nutriente é remobilizado para tecidos jovens. Ainda assim, padrão visual, cultura, solo e análise foliar precisam ser avaliados em conjunto.

Por que o magnésio é essencial?

O Mg ocupa o centro da molécula de clorofila e participa da ativação de numerosas enzimas. Também é necessário à estabilidade dos ribossomos, ao metabolismo de ATP e ao transporte de carboidratos.

Qual é o sintoma clássico?

Em muitas culturas, ocorre clorose internerval em folhas mais velhas: o tecido entre as nervuras perde verde enquanto as nervuras permanecem relativamente mais escuras. Em deficiência severa, podem surgir necrose, senescência precoce e redução da área fotossinteticamente ativa.

Com o que a deficiência pode ser confundida?

  • deficiência de nitrogênio;
  • problemas de enxofre ou micronutrientes;
  • compactação e raiz superficial;
  • excesso ou falta de água;
  • doenças foliares;
  • fitotoxicidade.

A posição das folhas afetadas e o desenho da clorose ajudam, mas análise foliar é o método mais seguro para confirmar.

Por que potássio e cálcio podem interferir?

Mg²⁺, K⁺ e Ca²⁺ são cátions que interagem nos sítios de troca do solo e no processo de absorção. Adubações desequilibradas, especialmente em solos de baixa CTC, podem aumentar a competição e favorecer deficiência de Mg.

Solos arenosos são mais vulneráveis?

Podem ser, porque possuem menor CTC e maior risco de lixiviação. Porém, textura isoladamente não define deficiência; calagem, fonte de corretivo, precipitação e histórico de adubação também importam.

Quando corrigir via solo?

Quando a análise mostra baixa disponibilidade estrutural no perfil, a correção de base é a estratégia prioritária. Fontes como calcário dolomítico ou fertilizantes magnesianos podem ser consideradas conforme pH, Ca, Mg, CTC e recomendação regional.

Quando a via foliar ajuda?

A aplicação foliar pode complementar quando há deficiência diagnosticada, necessidade de resposta rápida ou limitação temporária da absorção radicular. Ela não repõe o estoque do solo.

Nutri Magnésio Premium

O Nutri Magnésio Premium contém 8,0% de Mg, equivalente a 108,0 g/L.

Doses publicadas

Cultura Dose Momentos publicados
Soja 2–3 L/ha V3, V5, R1, R3
Milho 2–3 L/ha V4, V8, V12, R1
Trigo 2–2,5 L/ha Perfilhamento e alongamento
Algodão 3–4,5 L/ha 15 DAE, botões, flores e maçãs
Tomate / Pimentão 1,5–2,5 L/ha Pós-transplante, pré-florada e frutificação
Maracujá / Melancia 2,5–3,5 L/ha Brotação, florada e enchimento
Frutíferas 2–3 L/ha Brotação, floração e maturação
Café / Cacau 2,5–3,5 L/ha Pré-florada, chumbinho e frutificação

Perguntas frequentes

Deficiência de Mg aparece primeiro em folhas velhas?

Frequentemente sim, pela mobilidade do nutriente, mas o diagnóstico deve considerar espécie e condições da lavoura.

Magnésio foliar substitui calcário dolomítico?

Não. Uma aplicação foliar fornece Mg aos tecidos; corretivo atua no solo e pode também modificar acidez e reservas de Ca/Mg.

Posso aplicar a dose máxima sempre?

Não. A faixa deve ser escolhida conforme diagnóstico, cultura, estádio e orientação técnica.

Clorose significa sempre falta de Mg?

Não. Várias causas produzem amarelecimento; confirme antes de corrigir.

Conclusão

Deficiência de magnésio deve ser diagnosticada, não presumida. A via foliar pode acelerar a correção, enquanto problemas de baixa disponibilidade no solo exigem manejo estrutural. Para Nutri Magnésio Premium, utilize as doses específicas publicadas por cultura.

Fontes técnicas consultadas