Blog

ONMETA na Cana-de-Açúcar: Manejo da Cigarrinha-da-Raiz Conforme a Bula

Na cana-de-açúcar, a cigarrinha-da-raiz — Mahanarva fimbriolata — é um dos alvos registrados do ONMETA. O produto é um inseticida microbiológico de contato à base de Metarhizium anisopliae IBCB 425, formulado como WP — pó molhável — e registrado no MAPA sob nº 16423.

Qual é a dose oficial do ONMETA para cigarrinha-da-raiz?

A bula oficial informa 200 g/ha de produto comercial para Mahanarva fimbriolata.

Quando iniciar a aplicação?

A recomendação é monitorar a presença de ninfas no campo após as primeiras chuvas e iniciar a aplicação após a detecção da praga, observando espumas com ninfas na base das touceiras.

Quantas aplicações são recomendadas?

Para Mahanarva fimbriolata, a bula orienta duas aplicações por ciclo da cultura.

Como deve ser a aplicação terrestre?

A bula informa volume de calda entre 100 e 300 L/ha, de acordo com a cultura, com aplicações nas horas mais frescas do dia, temperatura inferior a 30 °C, umidade relativa acima de 70% e ventos abaixo de 10 km/h.

Por que monitorar espuma e ninfas?

O posicionamento oficial está associado ao estágio jovem da praga e à detecção de ninfas protegidas pela espuma na base das touceiras. Isso reforça que o momento de entrada deve ser determinado por monitoramento, não por calendário fixo.

O que está confirmado sobre o ONMETA?

O ONMETA contém Metarhizium anisopliae IBCB 425 na concentração mínima de 5 × 10⁹ conídios viáveis/g, equivalente a 200 g/kg — 20% m/m — em formulação WP.

Para consultar as informações técnicas e o posicionamento comercial do produto, veja também a página oficial do ONMETA no site da Nutrifértil Agrícola.

Perguntas frequentes

Qual é a dose do ONMETA para Mahanarva fimbriolata?

200 g/ha, conforme bula oficial.

Quando entrar com o produto?

Após as primeiras chuvas, mediante detecção de ninfas e espumas na base das touceiras.

Quantas aplicações?

Duas aplicações por ciclo da cultura.

Como interpretar esta recomendação no campo

O ONMETA deve ser interpretado como uma ferramenta microbiológica de contato cujo posicionamento depende da identificação correta da cigarrinha-alvo, do estágio da população e da qualidade da aplicação. A recomendação específica de bula é sempre mais importante do que qualquer generalização sobre produtos à base de Metarhizium anisopliae.

Esse cuidado é decisivo porque o mesmo produto possui protocolos diferentes conforme o alvo. Dose, volume de calda, frequência e momento de entrada não podem ser transferidos automaticamente de uma cigarrinha para outra.

O que está confirmado sobre o ONMETA

O ONMETA é um inseticida microbiológico de contato à base de Metarhizium anisopliae IBCB 425, registrado no MAPA sob nº 16423. A identidade do isolado, a concentração microbiológica, a formulação e os alvos registrados fazem parte da definição do produto comercial.

Por que cobertura, umidade e momento de aplicação importam

Fungos entomopatogênicos precisam chegar ao organismo-alvo para iniciar adesão, germinação e penetração. Por isso, uma aplicação mal posicionada pode reduzir a chance de contato, mesmo quando a dose de produto por hectare estiver correta.

Condições ambientais também interferem. Umidade relativa, temperatura, radiação, vento e horário podem modificar a permanência da calda e o ambiente em que os conídios precisam germinar. A bula do ONMETA define parâmetros operacionais que devem ser respeitados.

O que a evidência geral explica — e o que não define

A literatura sobre Metarhizium anisopliae ajuda a compreender a infecção fúngica e a importância de condições favoráveis. Mas ela não substitui a bula do ONMETA. Estudos com outros isolados, formulações ou hospedeiros não autorizam transferir dose, intervalo, cultura ou desempenho para o produto comercial.

Como integrar o ONMETA ao Manejo Integrado de Pragas

  • monitorar a área e identificar corretamente a cigarrinha;
  • priorizar estágios e locais de maior exposição do alvo;
  • regular o equipamento para obter cobertura compatível com a cultura;
  • respeitar condições ambientais e limitações descritas na bula;
  • integrar o produto com outras táticas de manejo, evitando depender de uma única ferramenta.

Checklist antes da aplicação

Antes de preparar a calda, confirme qual espécie está presente, a recomendação correspondente, o volume de calda previsto, a calibração do equipamento e as condições ambientais. Depois da aplicação, continue o monitoramento para avaliar a evolução da população e decidir os próximos passos do programa.

Como avaliar o manejo depois da aplicação

A avaliação não deve se limitar ao dia da pulverização. Continue o monitoramento nos pontos amostrados antes da aplicação e compare evolução de ninfas, presença de espumas e distribuição da população. Em controle microbiológico, a interpretação precisa considerar que o processo de infecção não equivale a um efeito instantâneo de choque.

Registre data, condições ambientais, volume de calda, equipamento, estágio do alvo e pressão inicial. Esses dados ajudam a separar falha de posicionamento, cobertura insuficiente, pressão elevada e outros fatores que podem influenciar a resposta observada.

Erros de interpretação que devem ser evitados

  • considerar toda cigarrinha como se tivesse a mesma dose;
  • avaliar o produto apenas pela velocidade visual de mortalidade;
  • ignorar cobertura e condições ambientais;
  • transferir resultado de outro isolado de Metarhizium para o ONMETA;
  • alterar dose ou intervalo sem respaldo na bula.

Conclusão

Na cana-de-açúcar, o ONMETA deve ser posicionado contra a cigarrinha-da-raiz com base em monitoramento, na dose oficial de 200 g/ha e com duas aplicações por ciclo da cultura.

Para posicionar o ONMETA no manejo da cigarrinha-da-raiz da sua cana, fale com um engenheiro agrônomo da Nutrifértil Agrícola.

Fontes técnicas consultadas

  • ADAPAR. Bula oficial do produto MAPA 16423.
  • MAPA. Produtos fitossanitários registrados.

Linkagem interna recomendada